<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<!-- generator="FeedCreator 1.7.2" -->
<rss version="2.0">
	<channel>
		<title>Joomla! powered Site</title>
		<description>Joomla! site syndication</description>
		<link>http://falarempublico.org</link>
		<lastBuildDate>Tue, 07 Sep 2010 23:03:18 +0100</lastBuildDate>
		<generator>FeedCreator 1.7.2</generator>
		<image>
			<url>http://falarempublico.org/images/M_images/joomla_rss.png</url>
			<title>Powered by Joomla!</title>
			<link>http://falarempublico.org</link>
			<description>Joomla! site syndication</description>
		</image>
		<item>
			<title>Esquemas (modelos) de Discursos</title>
			<link>http://falarempublico.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=2</link>
			<description>PRIMEIRO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSOTEMA: N&amp;Atilde;O DEVEMOS NOS IMPRESSIONAR COM AS APAR&amp;Ecirc;NCIAS DOS FATOS.Alegoria inspiradora para ser lan&amp;ccedil;ada na meta ou terceira parte do discurso:H&amp;aacute; na regi&amp;atilde;o ocidental dos Estados Unidos, v&amp;aacute;rios trechos de deserto. O mais famoso deles &amp;eacute;  o que se chama Vale da Morte, no Estado de Nevada. Quem tenta atravess&amp;aacute;-lo tem de contar um supl&amp;iacute;cio certo: a sede. A &amp;aacute;gua &amp;eacute; escac&amp;iacute;ssima e o viandante, sob os raios do sol, chega , como l&amp;aacute; dizem, quase que a enlouquecer.Muitas vezes, acontece estar ele exatamente nessas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es, quando alcan&amp;ccedil;a determinado ponto da estrada  em que tem de atravessar um po&amp;ccedil;o bem raso de &amp;aacute;gua t&amp;atilde;o cristalina que parece destiladas das neves do Monte Branco. Apresenta-se fascinante a seus olhos, precisamente o que ele mais desejava encontrar na vida.Aquele precioso l&amp;iacute;quido se lhe afigura, ent&amp;atilde;o, o s&amp;iacute;mbolo perfeito da pureza absoluta.  Mas, nesse momento, ele ser&amp;aacute; muito feliz se houver ali por perto algu&amp;eacute;m que o advirta para que n&amp;atilde;o tente  matar a sede  naquelas &amp;aacute;guas tentadoras. Elas s&amp;atilde;o fortemente carregadas de ars&amp;ecirc;nico. Parecem cristalinas. Fascinam; mas se ele ingerisse mesmo que fosse  pequena por&amp;ccedil;&amp;atilde;o dela, iria sofrer dores atrozes, e, possivelmente, perder a vida.N&amp;atilde;o muito distante do local, h&amp;aacute; outro po&amp;ccedil;o.Sua &amp;aacute;gua n&amp;atilde;o tem apar&amp;ecirc;ncia t&amp;atilde;o bela. &amp;Aacute; primeira vista parecem at&amp;eacute; impuras, mas s&amp;atilde;o pot&amp;aacute;veis. Matam a sede e n&amp;atilde;o danificam a sa&amp;uacute;de. ESQUEMA:EX&amp;Oacute;RDIO: Lan&amp;ccedil;ar uma frase dizendo dos perigos das coisas aparentemente boas. NARRA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O:   A)    falar  da tend&amp;ecirc;ncia natural dos indiv&amp;iacute;duos de realizarem o que parece ser mais f&amp;aacute;cil e c&amp;ocirc;modo; B)    lembrar que as maiores conquistas do homem, na sua vida privada, social e pol&amp;iacute;tica foram obtidas atrav&amp;eacute;s de sacrif&amp;iacute;cios e trabalhos;C)    advertir que existem doutrinas que acenam com a felicidade, mas que trazem no seu bojo a escravid&amp;atilde;o do homem;D)    dizer que devemos tomar cuidado com esses rem&amp;eacute;dios aparentemente milagrosos, e dizer que eles nos fazem lembrar uma inspiradora alegoria que nos conta:CONFIRMA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: Contar a alegoria dada inicialmente.PERORA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: Concluir conclamando os ouvintes a que n&amp;atilde;o se deixem iludir pelos pregadores.SEGUNDO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSOTEMA: &amp;ldquo;Devemos nos valer  sempre da experi&amp;ecirc;ncia dos mais s&amp;aacute;bios e ponderados.&amp;rdquo;ALEGORIA: Havia na regi&amp;atilde;o norte do lago Michigan, nos Estados Unidos, uma densa floresta, onde os melhores lenhadores se perdiam. Esse perigo os fazia portar uma b&amp;uacute;ssola que os orientasse nas suas jornadas de trabalho.Um jovem, todavia, cioso dos conhecimentos que tinha da floresta, resolveu voltar, certo dia, &amp;aacute; sua casa, n&amp;atilde;o consultando a b&amp;uacute;ssola que consigo trazia e perdeu-se. Vencido pelo cansa&amp;ccedil;o e prenunciando o perigo que o amea&amp;ccedil;ava, resolveu, finalmente, deixar o seu orgulho de lado  e consultar aquela que era sua amiga e guia.Ela lhe indicou o verdadeiro caminho.EX&amp;Oacute;RDIO: Uma frase, dizendo que s&amp;oacute; os ignorantes pensam que tudo sabem.NARRA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: A) O discurso poder&amp;aacute; ser  de sauda&amp;ccedil;&amp;atilde;o a um mestre, ou homem experimentado, referindo-se o orador aos seus conhecimentos e qualidades, para dizer que ele se constitui num aut&amp;ecirc;ntico guia, numa b&amp;uacute;ssola que vem servindo de luzeiro aos que conhecem e admiram.    B) O orador far&amp;aacute; a passagem para a alegoria dizendo que essas qualidades do homenageado o fazem lembrar de uma hist&amp;oacute;ria sugestiva e passa &amp;aacute; meta do discurso que vem &amp;aacute; seguir.CONFIRMA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O OU META: Contar a alegoria mencionada inicialmente.CONCLUS&amp;Atilde;O: Dir&amp;aacute; que, em meio &amp;aacute;s dificuldades da vida, que se parecem com a floresta densa e perigosa em que o jovem e imprevidente lenhador se perdera, homens como o homenageado s&amp;atilde;o a b&amp;uacute;ssola que nos conduzem aos caminhos certos.TERCEIRO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSOTEMA: &amp;ldquo;Enfrentar as adversidades, tirando delas energias e sublima&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&amp;rdquo;ALEGORIA: O famoso  violinista Ole Bull, depois de percorrer as cidades mais cultas da Europa, arrancando fren&amp;eacute;ticos aplausos das multid&amp;otilde;es pela aprimorada capacidade t&amp;eacute;cnica e emotiva com que executava seu repert&amp;oacute;rio, encontrou-se um dia perante grande assist&amp;ecirc;ncia em Munich.No momento em que executava um trecho de alta responsabilidade, estalou uma das cordas do instrumento. Apesar do incidente, que foi claramente notado pela assist&amp;ecirc;ncia, o artista prosseguiu at&amp;eacute; o fim da pe&amp;ccedil;a, tendo recebido, por isso, uma ova&amp;ccedil;&amp;atilde;o cuja veem&amp;ecirc;ncia ro&amp;ccedil;ou pelo del&amp;iacute;rio.EX&amp;Oacute;RDIO: Utilizar-se de poucas frases para enunciar a dor que a todos domina pela perda daquele que partiu.NARRA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: a) tecer considera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre a vida do ente desaparecido, lembrando passagem e fatos.b) dizer que o falecido deixa uma lacuna com o seu desaparecimento e mencionar a saudade que ficar&amp;aacute; no cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos que com ele conviveram.c) lembrar que a respeito dessa perda irrepar&amp;aacute;vel, seus familiares e amigos ter&amp;atilde;o que se fortalecer na desventura e superar o infort&amp;uacute;nio.d) dizer que h&amp;aacute; um simbolismo edificante que expressa a tortura fartamente generalizada entre as almas nobres, passando, o orador, &amp;aacute; meta do discurso contando a alegoria inicialmente descrita.CONFIRMA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O DA META: Contar a alegoria relativa ao violista Ole Bull.CONCLUS&amp;Atilde;O: O orador concluir&amp;aacute; o discurso rapidamente, dizendo, como por ex: assim como o artista se redobrou em esfor&amp;ccedil;os e conseguiu concluir sua pe&amp;ccedil;a de maneira soberba, embora se partisse uma das cordas do seu violino, teremos n&amp;oacute;s, tamb&amp;eacute;m, que continuar essa jornada na vida, a despeito da perda que sofremos, superando- nos e, por isso mesmo, nos sublimando na vicissitude por que acabamos de passar.QUARTO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSOTEMA: Para compreendermos as subtis verdades, ou para admirarmos as grandes almas, devemos agir com humildade.(Este discurso tamb&amp;eacute;m se presta para uma solenidade em que o orador, ao se empossar num cargo, dir&amp;aacute; que, diante da grandeza da responsabilidade assumida, sua atitude s&amp;oacute; pode ser de humildade para senti-la profundamente).ILUSTRA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: Dentro da Catedral de Copenhague &amp;eacute; que se ergue a famosa est&amp;aacute;tua de Cristo esculpida por Torwaldsen.Conta Stanley Jones, escritor americano, que a impress&amp;atilde;o que teve no momento em que, entretanto naquele tempo, deparou com a famosa est&amp;aacute;tua foi verdadeiramente indescrit&amp;iacute;vel. Uma luz suave que baixa do teto, incidindo sobre a majestosa obra de arte, faz que ela se destaque de maneira fortemente impressiva no conjunto espl&amp;ecirc;ndido da ornamenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o interna da Catedral.Mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; isso que impressiona o espectador piedoso. Ela est&amp;aacute; com a cabe&amp;ccedil;a inclinada para baixo, entre os bra&amp;ccedil;os que se estendam para a frente de forma tal que o rosto s&amp;oacute; pode ser visto por quem ao p&amp;eacute; dela se ajoelhar.EX&amp;Oacute;RDIO: O orador dir&amp;aacute; algumas palavras sobre a necessidade de agirmos com humildade para compreendemos e admirarmos melhor as grandes almas, ou as verdades subtis.NARRA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: a) falar&amp;aacute; primeiro da soberba, para concluir que a arrog&amp;acirc;ncia  &amp;eacute; incompat&amp;iacute;vel com o conhecimento da verdade, nos colocando acima da pr&amp;oacute;pria natureza , que nos da, a cada passo, uma li&amp;ccedil;&amp;atilde;o de simplicidade;b) dizer que para sentirmos os problemas que nos assaltam quotidianamente e podermos resolv&amp;ecirc;-los bem, temos necessidade de agir com humildade.c) dizer que a humildade nos permitir&amp;aacute; apreciar bem os fatos e as verdades, como  no-lo demonstra a ilustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o que vem a seguir.CONFIRMA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O OU META: Contar a ilustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o sobre a famosa est&amp;aacute;tua de Cristo esculpida por Torwaldsen referida inicialmente.CONCLUS&amp;Atilde;O: Dizer, como por ex; que assim como o artista conseguiu de maneira eloq&amp;uuml;ente fixar na linguagem simb&amp;oacute;lica do granito uma das mais subtis verdades da vida espiritual, tamb&amp;eacute;m nos cabe, atrav&amp;eacute;s da humildade, alcan&amp;ccedil;ar a ess&amp;ecirc;ncia e a beleza dos fatos, pra que com eles possamos nos irmanar, sentindo-os e vivendo-os profundamente.QUINTO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSOTEMA: Para que possamos enfrentar os problemas da nossa P&amp;aacute;tria, n&amp;atilde;o devemos ficar na c&amp;ocirc;moda atitude contemplativa das nossas riquezas naturais. H&amp;aacute; problemas sociais e pol&amp;iacute;ticos que se n&amp;atilde;o forem resolvidos nos conduzir&amp;atilde;o &amp;aacute; situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es futuras imprevis&amp;iacute;veis.Alegoria ilustrativa que dever&amp;aacute; ser lan&amp;ccedil;ada na meta ou terceira parte do discurso:&amp;ldquo;Um escritor ingl&amp;ecirc;s descreveu, com vivacidade e carinho, um bosque que havia perto de sua resid&amp;ecirc;ncia e que constitu&amp;iacute;a para ele grande encanto. Certa ocasi&amp;atilde;o, ficou em sobressalto, notando que o fogo se ateara nas folhas secas dos bosques espalhadas pelo ch&amp;atilde;o e amea&amp;ccedil;ava consumi-lo todo. Correu, ent&amp;atilde;o para perto da mata querida, tentando fazer alguma coisa que a salvasse. Notou, com surpresa, um fen&amp;ocirc;meno inesperado. Dela saiam velozmente, e espavoridos, insetos nocivos _ alguns muito repugnantes_ e v&amp;aacute;rios animais daninhos. A apar&amp;ecirc;ncia do bosque era muito bela: folhas, flores perfumadas, frondes atraentes, mas no interior havia animais perigosos e repulsivos.Bastou que o fogo ali se ateasse para que o elemento s&amp;oacute;rdido que aquela beleza exterior encobria se manifestasse profundamente.ESQUEMA:EX&amp;Oacute;RDIO: Quantas vezes deixamos de tomar providencias necess&amp;aacute;rias e indispens&amp;aacute;veis para combater o mal que avizinha, apenas porque n&amp;atilde;o adentramos os problemas que se nos oferecem. Preferimos a ilus&amp;atilde;o das coisas tranq&amp;uuml;ilas e belas.NARRA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: Falar da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o do nosso pa&amp;iacute;s, para dizer que, subterr&amp;acirc;neamente, ferviam problema de ordem social, pol&amp;iacute;tica e econ&amp;ocirc;mica de grande monta.Enumerar, estudar e demonstrar a necessidade de atacar urgentemente esses problemas.Concluir a narra&amp;ccedil;&amp;atilde;o dizendo que devemos tomar as referidas provid&amp;ecirc;ncias antes que, ateado o fogo da revolta, sejamos envolvidos pelo &amp;oacute;dio, pela luta e pela destrui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que se oculta sob a aparente calma  e beleza dos dias que passam.CONFIRMA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O OU META: Dizer que o desconhecimento de problemas t&amp;atilde;o graves dentro de nossa P&amp;aacute;tria, que parece pr&amp;oacute;spera e privilegiada, nos recorda que um escritor ingl&amp;ecirc;s descreveu, com vivacidade e carinho... (seguir contando a hist&amp;oacute;ria que descrevemos no in&amp;iacute;cio desse esquema).CONCLUS&amp;Atilde;O: Bastar&amp;aacute;, tamb&amp;eacute;m, que se ateie o fogo e da disc&amp;oacute;rdia social na nossa terra, para que surjam de todas as partes os aproveitadores da situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, instigando o &amp;oacute;dio e a luta entre os brasileiros e, como conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, a infelicita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da nossa P&amp;aacute;tria.SEXTO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSOTEMA: A leitura &amp;eacute; a fonte da aquisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conhecimentos.Alegoria inspiradora do discurso, para ser lan&amp;ccedil;ada da pe&amp;ccedil;a orat&amp;oacute;ria:Havia na &amp;Iacute;ndia um alfaiate que desejava, a toda for&amp;ccedil;a, enriquecer. Certo dia, um mercador ofereceu-lhe &amp;aacute; compra de um livro intitulado&amp;rdquo;O Tesouro de  BERSA&amp;rdquo;. Impressionado pelo t&amp;iacute;tulo, o alfaiate comprou o livro. Verificou, entretanto, que para l&amp;ecirc;-lo precisava conhecer idiomas e adquirir livros cient&amp;iacute;ficos, bem como fil&amp;oacute;sofos. Todavia, interessado em descobrir o tesouro de BERSA venceu todas as dificuldades, lendo o livro at&amp;eacute; o fim. Ao terminar, n&amp;atilde;o descobrira o tesouro desejado, mas transformara-se num homem culto, conselheiro de seus concidad&amp;atilde;os, e por fim, dirigente de seu povo. Encontrando-se mais tarde com o mercador que lhe vendera o livro, indagou-lhe do tesouro a que este se referia. Respondeu-lhe o mercador, pedindo que lesse BERSA ao contr&amp;aacute;rio. Fazendo-o, o antigo alfaiate verificou que BERSA ao contr&amp;aacute;rio &amp;eacute; SABER, e que ele havia descoberto esse precioso tesouro.ESQUEMAEX&amp;Oacute;RDIO: Lan&amp;ccedil;ar uma frase que enalte&amp;ccedil;a a leitura, id&amp;ecirc;ntica, por exemplo, ao tema do discurso, j&amp;aacute; mencionado.NARRA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: a) falar da preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos povos civilizados criando escolas e desenvolvendo nas crian&amp;ccedil;as o gosto pela boa leitura;b) falar da falta de aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos nossos governos para o setor de educa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e cultura;c) dizer que o homem, por mais simples que seja a sua condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o social, poder&amp;aacute; se elevar no meio em que vive, pelo saber.CONFIRMA&amp;Ccedil;&amp;Atilde;O: Justificar o que foi dito na narra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, contando a hist&amp;oacute;ria relativa ao alfaiate da &amp;Iacute;ndia, j&amp;aacute; mencionada.CONCLUS&amp;Atilde;O: Concluir apelando para que cooperemos em favor do desenvolvimento do gosto pela leitura.</description>
			<category>Geral - Geral</category>
			<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 07:25:08 +0100</pubDate>
		</item>
		<item>
			<title>Discurso de Fernando Collor de Mello</title>
			<link>http://falarempublico.org/index.php?option=com_content&amp;task=view&amp;id=1</link>
			<description> Famoso discurso de Collor de Mello, na sua posse no Senado Brasileiro, em seu retorno ap&amp;oacute;s o impeachment.nnLU3tE22vEDiscurso de Collor (parcial)TEXTO:  Senhor Presidente,Senhoras e Senhores Senadores,Os epis&amp;oacute;dios que aqui vou rememorar obrigaram-me apadecer calado e causaram mossas na minha alma ecicatrizes no meu cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Se o sofrimento e as injusti&amp;ccedil;asprovocam dor e amargura, podem tamb&amp;eacute;m nos trazer &amp;uacute;teis eat&amp;eacute; proveitosas li&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Ambos nos ensinam a valorizar agrandeza dos justos e a justi&amp;ccedil;a dos &amp;iacute;ntegros. As agrurasterminam retemperadas pela lealdade dos amigos e pelasolidez das verdadeiras amizades. Gra&amp;ccedil;as a essas qualidadesque aprendi a admirar, posso hoje, sem sentimentossubalternos de qualquer natureza, abrir minha alma e meucora&amp;ccedil;&amp;atilde;o, esperando de V. Exas. a compreens&amp;atilde;o e a paci&amp;ecirc;nciaque espero n&amp;atilde;o me faltem.N&amp;atilde;o &amp;eacute; f&amp;aacute;cil volver os olhos ao passado e reviver, emtoda a sua extens&amp;atilde;o, a tortura, a ang&amp;uacute;stia e o sofrimento dequem, agredido moralmente, acusado sem provas, einsultado e humilhado durante meses a fio, teve que suportar4as agruras de acusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es infundadas e a condena&amp;ccedil;&amp;atilde;o antesmesmo de qualquer julgamento. As prova&amp;ccedil;&amp;otilde;es que o destinonos reserva s&amp;atilde;o amenizadas na vida privada pelo calor doconforto, do carinho e do consolo dos que nos cercam ante asadversidades de nossa exist&amp;ecirc;ncia. Mas as da vida p&amp;uacute;blica t&amp;ecirc;mque ser suportadas com resigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o e sil&amp;ecirc;ncio, especialmentequando insufladas pelas paix&amp;otilde;es e alimentadas pelo fragordas ruas insufladas pela cegueira das emo&amp;ccedil;&amp;otilde;es.Nos momentos mais dram&amp;aacute;ticos desse processo, pudeponderar sobre os fastos de nossa hist&amp;oacute;ria pol&amp;iacute;tica,recordando a abdica&amp;ccedil;&amp;atilde;o imposta a D. Pedro I, a deposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o eo ex&amp;iacute;lio de seu filho e sucessor, D. Pedro II e o desencantoque levou Deodoro a renunciar &amp;agrave; presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blicaque ele proclamou. Por minha mente, perpassaram adeposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a extradi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Washington Lu&amp;iacute;s, o suic&amp;iacute;dio dopresidente Vargas, o impedimento declarado sem processopela C&amp;acirc;mara de seu sucessor Caf&amp;eacute; Filho e do substitutoCarlos Luz. Recordei-me da ren&amp;uacute;ncia de J&amp;acirc;nio Quadros e daa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que dep&amp;ocirc;s Jo&amp;atilde;o Goulart e lhe imp&amp;ocirc;s o ex&amp;iacute;lio em quefaleceu. E com isso, Senhor Presidente, pude concluir como5os atos de for&amp;ccedil;a tornaram-se quase uma rotina peri&amp;oacute;dica denossa hist&amp;oacute;ria pol&amp;iacute;tica. Exatamente por tudo quanto passei,devo trazer a verdade dos atos que redundaram no meuafastamento da presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica. Espero virar estap&amp;aacute;gina de minha carreira pol&amp;iacute;tica, no momento em que aretomo, com o prop&amp;oacute;sito de contribuir, na medida de minhaspossibilidades, para o progresso e o bem-estar do pa&amp;iacute;s e oaprimoramento de seu sistema pol&amp;iacute;tico.Hoje, passados 17 anos de minha posse na Presid&amp;ecirc;nciada Rep&amp;uacute;blica, volto &amp;agrave; atividade pol&amp;iacute;tica integrando estaaugusta Casa, a mesma que a interrompeu por decis&amp;atilde;o dosilustres membros que a compunham na 49a Legislatura. Aofazer este depoimento, cumpro menos um dever pessoal doque um imperativo de consci&amp;ecirc;ncia. N&amp;atilde;o foram poucas asvers&amp;otilde;es, mais variadas ainda as interpreta&amp;ccedil;&amp;otilde;es e n&amp;atilde;o menosgeneralizadas as explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es. O farei mais sobre os atos doque sobre os fatos que levaram, primeiro ao meu afastamentodo governo e depois &amp;agrave; minha ren&amp;uacute;ncia, em decorr&amp;ecirc;ncia doprimeiro processo de &amp;ldquo;impeachment&amp;rdquo; de um chefe deGoverno que teve curso e conseq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, em nossa mais que6centen&amp;aacute;ria Rep&amp;uacute;blica. Confrangido algumas vezes,contrafeito outras, mas calado sempre, assisti, ouvi e suporteiacusa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, doestos e incrimina&amp;ccedil;&amp;otilde;es dos que, movidos pelorancor, aceitaram o papel que lhes foi destinado, na grandefarsa que lhes coube protagonizar. Nesses 15 anos de minhapaciente espera, o pa&amp;iacute;s tomou conhecimento de diversasvers&amp;otilde;es de alguns dos figurantes daqueles dram&amp;aacute;ticos eamargos momentos. Ficou faltando, Senhor Presidente, otestemunho e o depoimento de quem, com estoicismo eresigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o, mas sem nunca perder a f&amp;eacute;, enfrentou aqueleslament&amp;aacute;veis epis&amp;oacute;dios de nossa hist&amp;oacute;ria pol&amp;iacute;tica. Hoje, destatribuna, a quinta a mim proporcionada pelo voto e pelagenerosidade do povo alagoano, &amp;eacute; chegado o momento defalar &amp;agrave; Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o para mostrar, com serena tranq&amp;uuml;ilidade, osdescaminhos de um processo que seguramente n&amp;atilde;o honranem dignifica a hist&amp;oacute;ria parlamentar do nosso pa&amp;iacute;s.7I &amp;ndash; ABUSOS DAS CPIsTratando em sua obra &amp;uacute;nica e pioneirasobre o instituto jur&amp;iacute;dico contra mim acionado em 1992, oconstitucionalista, ex-senador e ex-ministro do STF, oga&amp;uacute;cho Paulo Brossard, j&amp;aacute; prevenia, h&amp;aacute; mais de 40 anos,contra os abusos que o impeachment pode propiciar:&amp;ldquo;Tendo-se em conta que incontrast&amp;aacute;veis,absolutas e definitivas s&amp;atilde;o as decis&amp;otilde;es do Senado,dir-se-&amp;aacute; que pode sobrevir a pr&amp;aacute;tica de muitos eirrepar&amp;aacute;veis abusos, assim pela C&amp;acirc;mara, queacusa, como, e notadamente pelo Senado, quejulga de modo irrecorr&amp;iacute;vel e irrevers&amp;iacute;vel. Tal riscoexiste, sem d&amp;uacute;vida, e risco tanto maior quando osmembros da corte pol&amp;iacute;tica s&amp;atilde;o de diferenteforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o profissional e cultural, a maioria,talvez, desafeita &amp;agrave; disciplina que o trato do direitoinstila no esp&amp;iacute;rito dos que o cultivam, sem aserenidade, a modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o comedimento que8formam a segunda natureza dos magistrados;risco tanto mais poss&amp;iacute;vel quando seus integrantess&amp;atilde;o ligados por v&amp;iacute;nculos de solidariedade ouanimosidade partid&amp;aacute;rias, aos acusadores ou aoacusado, v&amp;iacute;nculos suscet&amp;iacute;veis de conspirar contraa formula&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um ju&amp;iacute;zo imparcial. Esteconjunto de circunst&amp;acirc;ncias mais ou menosdesfavor&amp;aacute;veis ao reto julgamento pode sobreporseao patriotismo, &amp;agrave; imparcialidade, ao esp&amp;iacute;rito dejusti&amp;ccedil;a, aos conselhos da equidade, ao senso dasrealidades nacionais, &amp;agrave; compreens&amp;atilde;o das suasnecessidades, apreciadas &amp;agrave; luz dos interessespermanentes do pa&amp;iacute;s&amp;rdquo;.A cr&amp;ocirc;nica do processo contra mim intentado foi, comoprovarei, uma litania de abusos e preconceitos, uma sucess&amp;atilde;ode ultrajes e um ac&amp;uacute;mulo de viola&amp;ccedil;&amp;otilde;es das mais comezinhasnormas legais, uma sucess&amp;atilde;o, enfim, de afrontas ao Estadode direito democr&amp;aacute;tico, como demonstrarei. A advert&amp;ecirc;ncia dePaulo Brossard jamais chegou aos ouvidos dos respons&amp;aacute;veispela s&amp;eacute;rie de arb&amp;iacute;trios que toldaram a aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um dosmais importantes institutos jur&amp;iacute;dicos no &amp;acirc;mbito do Direito9P&amp;uacute;blico, em especial de nosso Direito Constitucionallegislado. Esses abusos, que se multiplicaram a partir doprocedimento intentado contra mim, no exerc&amp;iacute;cio do cargode presidente da Rep&amp;uacute;blica, acentuaram-se de tal maneiraque, no livro recentemente publicado Cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Comiss&amp;otilde;esParlamentares de Inqu&amp;eacute;rito &amp;ndash; Tens&amp;atilde;o entre o direitoconstitucional de minorias e os interesses pol&amp;iacute;ticos damaioria, o consultor legislativo do Senado, Marcos EvandroCardoso Santi, julgou relevante assinalar que &amp;ldquo;a grandeconcentra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de poderes das CPIs n&amp;atilde;o s&amp;oacute; originou osucesso de muitas delas, como facilitou abusos por parte deseus integrantes&amp;rdquo;.Vamos aos fatos.II &amp;ndash; A CPMI E SUAS CONCLUS&amp;Otilde;ESNa 4a feira, 27 de maio de 1992, subscrito poreminentes deputados e senadores de diferentes partidos, foilido requerimento preconizando a cria&amp;ccedil;&amp;atilde;o de uma Comiss&amp;atilde;o10Parlamentar Mista de Inqu&amp;eacute;rito &amp;ldquo;destinada a, no prazo deat&amp;eacute; 45 dias, apurar fatos contidos nas den&amp;uacute;ncias do Sr.Pedro Collor de Mello, referentes &amp;agrave;s atividades do Sr.Paulo C&amp;eacute;sar Cavalcante Farias, capazes de configurarilicitude penal&amp;rdquo;. Instalada na 2a feira, 1o de junho, deviaencerrar seus trabalhos na 4a feira, 28 de agosto. Compostade 11 senadores, 11 deputados e igual n&amp;uacute;mero de suplentes, aCPMI foi presidida pelo deputado Benito Gama, (PFL-BA) eteve como vice-presidente e relator, respectivamente, osent&amp;atilde;o senadores Maur&amp;iacute;cio Correia, (PDT-DF) e Amir Lando,(PMDB-RO). Foram realizadas 35 reuni&amp;otilde;es, a &amp;uacute;ltima dasquais na ter&amp;ccedil;a-feira, 11 de agosto, data em que foramdiscutidas, votadas e aprovadas as respectivas atas. Ouviramse23 testemunhas e foram autuados 130 documentos. Emnenhum dos depoimentos, nem em qualquer dos documentosarrolados, h&amp;aacute; qualquer acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra mim, pessoalmente,nem contra qualquer ato que eu tivesse praticado comopresidente da Rep&amp;uacute;blica. No dia 23 de agosto, cinco dias,portanto, antes do t&amp;eacute;rmino do prazo que lhe foi assinado, oilustre relator submeteu &amp;agrave; Comiss&amp;atilde;o seu parecer, imputandoao presidente da Rep&amp;uacute;blica &amp;ldquo;il&amp;iacute;citos penais comuns, em11rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos quais a iniciativa processual &amp;eacute; prerrogativaintransfer&amp;iacute;vel do Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico. Por outro lado, - s&amp;atilde;oainda palavras do relator &amp;ndash; podem configurar crime deresponsabilidade, em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o aos quais a iniciativaprocessual &amp;eacute; prerrogativa da cidadania perante a C&amp;acirc;marados Deputados, j&amp;aacute; que as omiss&amp;otilde;es do dever presidencial dezelar pela moralidade p&amp;uacute;blica e os bons costumes, s&amp;atilde;oespecialmente tratadas pela Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o Federal&amp;rdquo;.Os abusos que podem ser praticados pelas Comiss&amp;otilde;esParlamentares de Inqu&amp;eacute;rito e &amp;agrave;s quais aludem Paulo Brossarde Marcos Evandro Cardoso Santi nos livros j&amp;aacute; citados,podem ser evidenciados, n&amp;atilde;o direi na leviandade, mas pelomenos na incoer&amp;ecirc;ncia do eminente relator, imputando-meil&amp;iacute;citos penais que, em suas pr&amp;oacute;prias palavras &amp;ldquo;podemconfigurar crimes de responsabilidade&amp;rdquo;, quando na s&amp;iacute;ntesedos depoimentos, (p. 92 do relat&amp;oacute;rio), ele transcreve o teordas afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es de meu irm&amp;atilde;o Pedro, assim por eleresumidas: &amp;ldquo;Em conversa com Jos&amp;eacute; Barbosa de Oliveira, osex-governadores Moacir Andrade e Carlos Mendon&amp;ccedil;a, emdiferentes ocasi&amp;otilde;es, Paulo C&amp;eacute;sar Cavalcante Farias teriadito que mantinha uma sociedade informal com o12presidente da Rep&amp;uacute;blica, a quem transferia 70% dos lucros.Este detalhe &amp;ndash; s&amp;atilde;o ainda palavras do relator &amp;ndash; &amp;eacute; relevante,primeiro, porque se a sociedade existe, investigar asatividades de Paulo C&amp;eacute;sar implica em investigar a do seus&amp;oacute;cio, para cujo efeito esta CPI n&amp;atilde;o disp&amp;otilde;e de poderes&amp;rdquo;. Sea Comiss&amp;atilde;o de que S. Exa. foi relator, n&amp;atilde;o dispunha depoderes para investigar o presidente da Rep&amp;uacute;blica, comopoderia imputar-me delitos que n&amp;atilde;o cometi, crimes que n&amp;atilde;opratiquei e que S. Exa. n&amp;atilde;o indicou, n&amp;atilde;o especificou e nemsequer tipificou? Tal como ocorreria depois, na sucess&amp;atilde;o deatos exorbitantes, a CPMI come&amp;ccedil;ou por violar o art. 86, &amp;sect; 4oda Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, segundo o qual &amp;ldquo;O presidente daRep&amp;uacute;blica, na vig&amp;ecirc;ncia de seu mandato, n&amp;atilde;o pode serresponsabilizado por atos estranhos ao exerc&amp;iacute;cio de suasfun&amp;ccedil;&amp;otilde;es&amp;rdquo;. Se n&amp;atilde;o fui investigado, se n&amp;atilde;o fui notificado, sen&amp;atilde;o fui indiciado, como poderiam a Comiss&amp;atilde;o e seu relatoracusar quem n&amp;atilde;o foi nem sequer objeto de investiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Sehavia atos por mim praticados que, mesmo em tese,pudessem caracterizar crimes de responsabilidade ou crimesfuncionais, por que n&amp;atilde;o apont&amp;aacute;-los, por que n&amp;atilde;o indic&amp;aacute;-los eporque n&amp;atilde;o lev&amp;aacute;-los ao Minist&amp;eacute;rio P&amp;uacute;blico, titular da a&amp;ccedil;&amp;atilde;o13penal? Esta demonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o patente de imprud&amp;ecirc;ncia, contudo,foi apenas o come&amp;ccedil;o da s&amp;eacute;rie intermin&amp;aacute;vel de excessoscometidos ao arrepio da lei, &amp;agrave; margem do Direito e contra aletra e o esp&amp;iacute;rito da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O pressuposto em que seapoiou o relator era o de que Paulo C&amp;eacute;sar Farias &amp;ldquo;teria dito&amp;rdquo;a tr&amp;ecirc;s honrados e ilibados cidad&amp;atilde;os, que manteria comigouma sociedade informal, pela qual me &amp;ldquo;transferia 70% doslucros&amp;rdquo;. Por que nem sequer se animou S. Exa. a ouvirdessas pessoas se efetivamente isto lhes fora dito? Por quePaulo C&amp;eacute;sar Farias n&amp;atilde;o foi indagado a respeito, em seudepoimento? Pela simples raz&amp;atilde;o de que a CPMI n&amp;atilde;o cuidavade investigar-me, o que n&amp;atilde;o era seu objeto, mas deincriminar-me, mesmo sem provas, ind&amp;iacute;cios ou evid&amp;ecirc;ncias. Oresultado &amp;eacute; que, a partir de uma suposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o criou-se umainf&amp;acirc;mia e sobre essa inf&amp;acirc;mia acolhida por S. Exa. o relator,construiu-se um arrazoado de suposi&amp;ccedil;&amp;otilde;es igualmentecaluniosas e sabidamente falsas.A falsidade, Senhor Presidente, sempre foi um recursoconden&amp;aacute;vel e delet&amp;eacute;rio, lamentavelmente utilizado na pol&amp;iacute;ticabrasileira, com maior ou menor freq&amp;uuml;&amp;ecirc;ncia, segundo osinteresses nela envolvidos. Dela foi v&amp;iacute;tima o ex-presidente e14homem p&amp;uacute;blico Artur Bernardes, objeto das cartasfalsificadas por conhecido delinq&amp;uuml;ente, para tentar intrig&amp;aacute;-locom as For&amp;ccedil;as Armadas, quando ainda candidato &amp;agrave;Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica. Atrav&amp;eacute;s dela, materializada nofamoso Plano Cohen, justificou-se o golpe do Estado Novo.E por ela se tentou imputar ao ex-presidente Jo&amp;atilde;o Goulartcrimes que n&amp;atilde;o praticou, falsidade em que foi utilizado outromeliante, autor da deprimente carta Brandi.III &amp;ndash; PARA QUE SERVE O IMPEACHMENT?Pedidos de impeachment contra os presidentes daRep&amp;uacute;blica transformaram-se numa atividade rotineira emnosso presidencialismo. Todos os chefes de Governo sob aConstitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1946, &amp;agrave; exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o do marechal Dutra e dopresidente J&amp;acirc;nio Quadros, e todos os demais, depois do fimdo regime militar, foram objeto desse procedimento, algunssubscritos por parlamentares, outros por an&amp;ocirc;nimos em buscade notoriedade. Tanto o presidente Vargas quanto alguns deseus ministros, foram alvos de rumorosas tentativas, mastiveram os pedidos que lhes diziam respeito, invariavelmente15rejeitados. O mesmo ocorreu com o presidente JuscelinoKubitschek. Depois do regime militar, o presidente Jos&amp;eacute;Sarney foi a primeira v&amp;iacute;tima desse expediente. Meusubstituto, que por esse processo tornou-se meu sucessor,teve 2 tentativas rejeitadas pelo presidente da C&amp;acirc;mara.Contra o presidente Fernando Henrique Cardoso foramapresentados nada menos de 26 pedidos, sendo 5 subscritospor deputados, um do PDT, um do PSB e 3 do PT. Contra opresidente Lula em seu primeiro mandato, intentaram-se 28representa&amp;ccedil;&amp;otilde;es, sendo apenas uma de parlamentar do PSDBe as demais de cidad&amp;atilde;os, al&amp;eacute;m de uma no mandato atual. Emnenhum desses casos as iniciativas prosperaram. Aindaga&amp;ccedil;&amp;atilde;o cab&amp;iacute;vel em face desses precedentes &amp;eacute;necessariamente apenas uma: - Porque at&amp;eacute; hoje, mais de 60anos depois da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 1946, apenas contra meugoverno se deu curso a essa esp&amp;uacute;ria representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o? Trata-sede um pat&amp;eacute;tico documento, aceito sem qualquer discuss&amp;atilde;o,sem qualquer pondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, sem qualquer cautela, semqualquer isen&amp;ccedil;&amp;atilde;o e com total aus&amp;ecirc;ncia de equil&amp;iacute;brio eserenidade. Enfim, uma &amp;ldquo;den&amp;uacute;ncia&amp;rdquo; articulada por doiscidad&amp;atilde;os, cujas provas se resumiram a dois de meus16pronunciamentos no r&amp;aacute;dio e na televis&amp;atilde;o e a duas cartasfirmadas pelo chefe de meu Gabinete e por uma de minhasSecret&amp;aacute;rias, todos documentos p&amp;uacute;blicos utilizados em minhadefesa. A resposta pode n&amp;atilde;o ser &amp;oacute;bvia, mas os fatos e ascircunst&amp;acirc;ncias que determinaram sua aceita&amp;ccedil;&amp;atilde;o deixam clarosos interesses e os prop&amp;oacute;sitos que contra mim se moveram.A primeira elei&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta para a presid&amp;ecirc;ncia daRep&amp;uacute;blica, depois do regime militar, foi, como era natural, amais concorrida, a mais disputada e a que maior n&amp;uacute;mero depostulantes teve no pa&amp;iacute;s, at&amp;eacute; hoje. Foram nada menos de 21candidatos, muitos de longa, brilhante e tradicional atua&amp;ccedil;&amp;atilde;ona vida p&amp;uacute;blica, apoiados por 27 partidos. Concorri por umacoliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 3 pequenas legendas que, nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 1986,n&amp;atilde;o tinham obtido uma s&amp;oacute; cadeira na C&amp;acirc;mara, compostaent&amp;atilde;o de 487 integrantes, e na qual os dois maiores partidoscoligados, PMDB e PFL, dispunham de 77,6% darepresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional. Nas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es de 1990, no 1o ano demeu governo, numa C&amp;acirc;mara ent&amp;atilde;o j&amp;aacute; com 503 deputados, oPRN, legenda pela qual concorri &amp;agrave; Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica,logrou conquistar 40 cadeiras e o PST, que integrou minhacoliga&amp;ccedil;&amp;atilde;o no pleito presidencial, apenas duas. Juntos,17somavam 8,4% do total. Ante esses n&amp;uacute;meros, sempre tiveconsci&amp;ecirc;ncia da fragilidade do apoio pol&amp;iacute;tico, parlamentar epartid&amp;aacute;rio de que poderia dispor, quando me elegi. Por isso,vencido o &amp;ldquo;pr&amp;eacute;lio pac&amp;iacute;fico das urnas&amp;rdquo;, na feliz express&amp;atilde;o deJo&amp;atilde;o Neves da Fontoura, acreditei superadas as diferen&amp;ccedil;as eressentimentos que toda vit&amp;oacute;ria desperta nos derrotados e quetodas as derrotas provocam nos vencidos.&amp;Eacute; do conhecimento de todo o pa&amp;iacute;s o esfor&amp;ccedil;o queempreendi e o empenho que empreguei para compor meugoverno de apenas 12 minist&amp;eacute;rios, com correligion&amp;aacute;rios eintegrantes de alguns dos 24 partidos com os quais competipela Presid&amp;ecirc;ncia. Encerrada a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o, era precisoensarilhar as armas do embate eleitoral e buscar acoopera&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos advers&amp;aacute;rios que sempre respeitei e quesempre encarei apenas como concorrentes, jamais comoinimigos. Propus um entendimento com o PSDB atrav&amp;eacute;s doseu Presidente, senador Franco Montoro, convidando para asduas &amp;aacute;reas vitais de qualquer governo, a da Fazenda o ent&amp;atilde;odeputado Jos&amp;eacute; Serra e para a das Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores osenador Fernando Henrique Cardoso. A da Fazenda, pelasitua&amp;ccedil;&amp;atilde;o de morat&amp;oacute;ria em que se encontrava o pa&amp;iacute;s, em face18de nossa situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o econ&amp;ocirc;mica. E a das Rela&amp;ccedil;&amp;otilde;es Exteriores,para o desafio de reinserir o Brasil no novo contextointernacional, depois da queda do muro de Berlim. Quedemonstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais cabal poderia ter dado de minhasinten&amp;ccedil;&amp;otilde;es de fazer um governo transparente, de reta inten&amp;ccedil;&amp;atilde;o,sem preconceitos, sem m&amp;aacute;goas e sem ressentimentos, com osolhos postos apenas no futuro? A despeito de meus esfor&amp;ccedil;os,o entendimento que busquei n&amp;atilde;o se concretizou. N&amp;atilde;o porfalta de iniciativa e de empenho de minha parte, mas pelofato de o acordo, depois de fechado e sacramentado, ter sidorompido de forma abrupta por exig&amp;ecirc;ncia de um de seuspr&amp;oacute;ceres.Tomei posse em 15 de mar&amp;ccedil;o de 1990, com umaC&amp;acirc;mara eleita em 1986 e na qual o partido com a maiorrepresenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o PMDB, contava com 53,4% das cadeiras.Os deputados distribu&amp;iacute;am-se em 8 legendas, uma dispers&amp;atilde;opartid&amp;aacute;ria superada em 1954, o ano do suic&amp;iacute;dio do presidenteVargas e em 1962, nas &amp;uacute;ltimas elei&amp;ccedil;&amp;otilde;es antes de 1964,quando 13 partidos estiveram representados naquela Casa doCongresso. Foram como se sabe, dois per&amp;iacute;odos de crisepol&amp;iacute;tica e institucional. Al&amp;eacute;m do mais, iniciei meu governo19faltando menos de sete meses para o pleito que deveriarenovar a legislatura a ser encerrada em 31 de janeiroseguinte. As urnas mostraram o maior &amp;iacute;ndice defracionaliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o j&amp;aacute; verificado, com a representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o naC&amp;acirc;mara dividida em 19 partidos, um &amp;iacute;ndice ent&amp;atilde;o e at&amp;eacute; hojen&amp;atilde;o superado. Num ambiente partid&amp;aacute;rio t&amp;atilde;o fragmentado, aforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o de um governo de coaliz&amp;atilde;o tornou-se ainda maisdif&amp;iacute;cil. Ante tantos interesses em conflito, minhasdificuldades se acentuaram logo no in&amp;iacute;cio da novaLegislatura, em fevereiro de 1991. Encontrar equil&amp;iacute;brio,serenidade, modera&amp;ccedil;&amp;atilde;o e prud&amp;ecirc;ncia num ambiente dessanatureza era tarefa quase imposs&amp;iacute;vel. O radicalismo e aintoler&amp;acirc;ncia tornaram-se moeda de curso f&amp;aacute;cil. Emreportagem publicada na edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de 27 de janeiro deste anode 2007 no jornal O Globo, os jornalistas Jo&amp;atilde;o Domingos eLuciana Nunes Leal, referindo-se &amp;agrave; import&amp;acirc;ncia do cargo depresidente da C&amp;acirc;mara, escreveram: &amp;ldquo;Em fevereiro de 1991, odeputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS) assumiu apresid&amp;ecirc;ncia da C&amp;acirc;mara. N&amp;atilde;o se dava com o ent&amp;atilde;opresidente Collor, que (sic) sempre fazia amea&amp;ccedil;as. AC&amp;acirc;mara iniciou seus trabalhos no dia 15, uma sexta-feira,20sem vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Na ter&amp;ccedil;a-feira, dia 19, Ibsen sacou um projetodo ent&amp;atilde;o deputado Nelson Jobim (PMDB-RS) que tiravapoderes de edi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de medidas provis&amp;oacute;rias do presidente daRep&amp;uacute;blica e o votou. Collor tomou um susto. Conseguiubrec&amp;aacute;-lo no Senado, onde tinha maioria (...) Um ano emeio depois, foi ele quem autorizou a abertura do processode impeachment&amp;rdquo;.Embora eu fosse &amp;agrave; &amp;eacute;poca - e tenha sido at&amp;eacute; hoje o titularda Presid&amp;ecirc;ncia que proporcionalmente menos medidasprovis&amp;oacute;rias editou, sei que estava sendo testado. N&amp;atilde;o eu,Senhor Presidente, mas terceiros foram os que constataram oque na &amp;eacute;poca j&amp;aacute; era p&amp;uacute;blico &amp;ndash; a animosidade gratuita queaquele representante votava contra mim. Sua atua&amp;ccedil;&amp;atilde;oterminou por transformar o instituto do impeachment, que &amp;eacute;um rem&amp;eacute;dio jur&amp;iacute;dico e pol&amp;iacute;tico contra graves crisesinstitucionais, num instrumento de vingan&amp;ccedil;a pol&amp;iacute;tica, deafirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal e de desforra particular. Triste fim, SenhorPresidente, para um instituto destinado, em sua origem, &amp;agrave;prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o das nobres causas de defesa da normalidadedemocr&amp;aacute;tica e da preserva&amp;ccedil;&amp;atilde;o do Estado de Direito.21IV &amp;ndash; A ARROG&amp;Acirc;NCIA COMO ARMA POL&amp;Iacute;TICAO requerimento de instaura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processo contramim foi subscrito, &amp;agrave; semelhan&amp;ccedil;a de dezenas de outros quechegaram aos sucessivos presidentes da C&amp;acirc;mara, por doiszelosos cidad&amp;atilde;os, movidos por impulsos que n&amp;atilde;o me cabejulgar. Acusaram-me de falta de decoro no exerc&amp;iacute;cio daPresid&amp;ecirc;ncia, e invocaram a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o de C&amp;iacute;cero, segundo a qual&amp;ldquo;ao trazer aos fatos da vida uma certa ordem e medida,conservamos a vida e o decoro&amp;rdquo;, acrescentando que &amp;ldquo;essaordem e medida na vida pessoal, traduzem-se pelo recato, atemperan&amp;ccedil;a, a mod&amp;eacute;stia, o dom&amp;iacute;nio das paix&amp;otilde;es e apondera&amp;ccedil;&amp;atilde;o em todas as coisas&amp;rdquo;, para conclu&amp;iacute;rem que&amp;ldquo;n&amp;atilde;o h&amp;aacute; decoro separado da honestidade, pois o que &amp;eacute;decente &amp;eacute; honesto e vice-versa&amp;rdquo;. A invoca&amp;ccedil;&amp;atilde;o do grandeorador e senador romano pode at&amp;eacute; ter sido adequada, massem d&amp;uacute;vida foi tamb&amp;eacute;m equivocada. Aludindo a Marco T&amp;uacute;lioC&amp;iacute;cero, deviam estar pensando na conspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o de Catilina.Mas o conspirador, Sras. e Srs. Senadores, n&amp;atilde;o era opresidente da Rep&amp;uacute;blica que cumpriu, at&amp;eacute; o fim, o seu papel22constitucional, nos estritos limites da lei e da ordem jur&amp;iacute;dicademocr&amp;aacute;tica vigentes no pa&amp;iacute;s. Conspiradores eram os quen&amp;atilde;o mediam esfor&amp;ccedil;os para afast&amp;aacute;-lo do poder, quaisquer quefossem os recursos empregados. O documento que os autoresda representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o produziram n&amp;atilde;o era uma catilin&amp;aacute;ria, masuma verrina, definida pelo Aur&amp;eacute;lio como &amp;ldquo;cada um dosdiscursos de C&amp;iacute;cero contra Caio Verres&amp;rdquo;. Trata-se depalavra que, em nosso vern&amp;aacute;culo, adquiriu o significadodaquilo que efetivamente &amp;eacute; o documento elaborado por um esubscrito pelos dois signat&amp;aacute;rios: &amp;ldquo;cr&amp;iacute;tica apaixonada eviolenta&amp;rdquo;. Talvez tivessem sido mais fi&amp;eacute;is &amp;agrave; Hist&amp;oacute;ria e &amp;agrave;realidade, se invocassem n&amp;atilde;o C&amp;iacute;cero, o orador, mas Cat&amp;atilde;o, ocensor, que, temendo a prosperidade de Cartago, tornou-seconhecido pela invectiva &amp;ldquo;delenda Cartago est&amp;rdquo; &amp;ndash; Cartagodeve ser destru&amp;iacute;da. A Cartago contra que arremetiam, por&amp;eacute;m,era a cidadela da legalidade de que nunca me afastei e a queme submeti, at&amp;eacute; mesmo na adversidade, quando a injusti&amp;ccedil;a, oarb&amp;iacute;trio e a prepot&amp;ecirc;ncia dos inconformados se voltaramcontra mim. Aquele n&amp;atilde;o era o 1o, mas o 2o ato de uma farsaem que, lamentavelmente, a arrog&amp;acirc;ncia se tornou23instrumento da pol&amp;iacute;tica no pa&amp;iacute;s que S&amp;eacute;rgio Buarque deHolanda classificou como a p&amp;aacute;tria do &amp;ldquo;homem cordial&amp;rdquo;.V &amp;ndash; DE ACORDO COM A LEINas 20 p&amp;aacute;ginas da representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que os autoresdenominaram de den&amp;uacute;ncia, a infra&amp;ccedil;&amp;atilde;o legal de que meacusaram foi a que se encontra tipificada no n&amp;uacute;mero 7, art. 8oda lei 1.079, de 10 de abril de 1950, que &amp;ldquo;define os crimes deresponsabilidade e regula o respectivo processo dejulgamento&amp;rdquo;. Disp&amp;otilde;e aquele dispositivo que s&amp;atilde;o crimescontra a seguran&amp;ccedil;a interna do pa&amp;iacute;s &amp;ldquo;permitir de formaexpressa ou t&amp;aacute;cita, a infra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lei federal de ordemp&amp;uacute;blica&amp;rdquo;. Das 61 condutas delituosas que a lei tipifica comocrimes de responsabilidade, escolheram uma para acusar-me.O dispositivo alude a permitir, &amp;ldquo;de forma expressa ou t&amp;aacute;cita,infra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lei federal de ordem p&amp;uacute;blica&amp;rdquo;. Ou seja, permitir,por a&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou omiss&amp;atilde;o, a infra&amp;ccedil;&amp;atilde;o de lei federal que os autoresda representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, por sinal, n&amp;atilde;o apontam qual seja. Tamb&amp;eacute;mlamentavelmente, esqueceram de ressalvar que a &amp;uacute;nica a&amp;ccedil;&amp;atilde;oque pratiquei em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s den&amp;uacute;ncias de meu irm&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o foia de negar, ignorar ou me omitir ante os fatos apontados. Ao24contr&amp;aacute;rio, foi a de determinar a sua imediata apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o pelaPol&amp;iacute;cia Federal. N&amp;atilde;o esperei suas repercuss&amp;otilde;es. N&amp;atilde;o aguardeique me cobrassem provid&amp;ecirc;ncias. A afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o sequer &amp;eacute;minha, nem a invoquei em minha defesa. Pode ser lida notestemunho prestado sob juramento pelo hoje nosso colega, osenador Romeu Tuma, na sess&amp;atilde;o do Senado como &amp;oacute;rg&amp;atilde;ojudici&amp;aacute;rio, do dia 29 de dezembro de 1992, publicada noDi&amp;aacute;rio do Congresso Nacional &amp;ndash; Se&amp;ccedil;&amp;atilde;o II, do dia 30 domesmo m&amp;ecirc;s e ano, a fls. 2.809 e seguintes. S. Exa. exerceuem meu governo os cargos de Secret&amp;aacute;rio da Receita Federale as de Secret&amp;aacute;rio da Pol&amp;iacute;cia Federal que, num curto per&amp;iacute;odo,acumulou tamb&amp;eacute;m com a de Diretor-Geral daquele &amp;oacute;rg&amp;atilde;o.Indagado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal quepresidia a sess&amp;atilde;o, se &amp;ldquo;recebeu ordens ou foi por iniciativapr&amp;oacute;pria&amp;rdquo; que iniciou as investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es sobre as den&amp;uacute;nciasfeitas por meu irm&amp;atilde;o, respondeu: &amp;ldquo;Gostaria de explicar apergunta. Com a den&amp;uacute;ncia do Sr. Pedro Collor, atrav&amp;eacute;s darevista Veja que chegou &amp;agrave;s minhas m&amp;atilde;os no s&amp;aacute;bado, no diaanterior &amp;agrave; circula&amp;ccedil;&amp;atilde;o normal de assinantes, ao l&amp;ecirc;-lavislumbrei que havia not&amp;iacute;cias de crime no depoimento dePedro Collor. Comuniquei imediatamente o fato ao25ministro C&amp;eacute;lio Borja e passei por fax a mat&amp;eacute;ria, atrav&amp;eacute;s daSuperintend&amp;ecirc;ncia do Rio de Janeiro. E ele me pediu ent&amp;atilde;oque aguardasse at&amp;eacute; segunda-feira quando conversaria como Presidente a respeito do assunto. Veio, depois, com umaordem determinando que se apurassem as den&amp;uacute;nciasconfiguradas na revista &amp;ldquo;Veja&amp;rdquo;. Ent&amp;atilde;o foi aberto oinqu&amp;eacute;rito. E, paralelamente, chegou uma requisi&amp;ccedil;&amp;atilde;o deinforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es no mesmo sentido do dr. Aristides Junqueirapela Procuradoria. Encaminhei o assunto &amp;agrave; Coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;oJudici&amp;aacute;ria e designamos o dr. Paulo Lacerda para darin&amp;iacute;cio &amp;agrave;s investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es atrav&amp;eacute;s do inqu&amp;eacute;rito policial&amp;rdquo;. Antea pergunta do dr. Inoc&amp;ecirc;ncio M&amp;aacute;rtires Coelho, feita em nomeda defesa, de quem o ent&amp;atilde;o Diretor-Geral do DPF tinharecebido a ordem, em face da afirma&amp;ccedil;&amp;atilde;o do ministro SidneySanches de haver ele dito que foi do ministro da Justi&amp;ccedil;a, S.Exa. respondeu mais uma vez: &amp;ldquo;Sim, do ministro C&amp;eacute;lioBorja que veio com ordem do Presidente da Rep&amp;uacute;blica&amp;rdquo;. Aordem de apurar os fatos denunciados e de cooperar semrestri&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas investiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, n&amp;atilde;o dei apenas ao ministro daJusti&amp;ccedil;a e ao Secret&amp;aacute;rio da Pol&amp;iacute;cia Federal, mas tamb&amp;eacute;m aoministro da Fazenda e, por seu interm&amp;eacute;dio, &amp;agrave; Receita Federal26e igualmente ao presidente do Banco Central, cujostestemunhos encontram-se igualmente nos anais do Senado.Depondo na Comiss&amp;atilde;o Especial desta Casa queprocessou o impeachment, disse o ex-ministro MarquesMoreira, em resposta ao relator: &amp;ldquo;Nobre senador, depois dasrevela&amp;ccedil;&amp;otilde;es, aparecidas sobretudo numa revista, o Sr.presidente da Rep&amp;uacute;blica, num despacho matinal &amp;ndash; eu tinhaquatro despachos semanais com S. Exa: dois despachoscomuns com o ministro da Justi&amp;ccedil;a &amp;agrave;s 9 horas da manh&amp;atilde; edois &amp;agrave; tarde &amp;ndash; determinou a mim e ao ministro da Justi&amp;ccedil;a, oex-ministro C&amp;eacute;lio Borja, que, imediatamente, abr&amp;iacute;ssemos asinvestiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es no seio da Receita e coloc&amp;aacute;ssemos tamb&amp;eacute;m oBanco Central &amp;agrave; disposi&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Receita para que toda averdade fosse revelada. Eu assisti ao presidentedeterminando provid&amp;ecirc;ncias paralelas ao sr. ministro C&amp;eacute;lioBorja. N&amp;oacute;s, inclusive, achamos que, sob a orienta&amp;ccedil;&amp;atilde;o dojuiz, dever&amp;iacute;amos promover um entrosamento entre aPol&amp;iacute;cia Federal, a Receita Federal e, quando necess&amp;aacute;rio, opr&amp;oacute;prio Banco Central, para que, cumprindo aquelasinstru&amp;ccedil;&amp;otilde;es do presidente da Rep&amp;uacute;blica, toda a verdadepudesse ser revelada&amp;rdquo;.27Permitam-me ler o expediente enviado no dia 25 demaio de 1992 ao ministro da Justi&amp;ccedil;a:&amp;ldquo;Senhor Ministro da Justi&amp;ccedil;a,As den&amp;uacute;ncias veiculadas pela imprensa, no &amp;uacute;ltimo fimde semana, envolvendo a minha pessoa na condu&amp;ccedil;&amp;atilde;o daAdministra&amp;ccedil;&amp;atilde;o P&amp;uacute;blica Federal s&amp;atilde;o graves.Determino seja instaurado o competente inqu&amp;eacute;ritopolicial, para que se apurem os fatos em toda a suaextens&amp;atilde;o&amp;rdquo;.No mesmo dia S. Exa. exarou o seguinte despacho: &amp;ldquo;AoDepartamento de Pol&amp;iacute;cia Federal para cumprir&amp;rdquo;, e seudiretor, o delegado Amaury Aparecido Galdino determinou:&amp;ldquo;Designo o DPF Paulo Fernando da Costa Lacerda parapresidir o inqu&amp;eacute;rito policial&amp;rdquo;.A conclus&amp;atilde;o, l&amp;oacute;gica, inevit&amp;aacute;vel e irretorqu&amp;iacute;vel &amp;eacute; a deque, ao contr&amp;aacute;rio do que me acusaram, n&amp;atilde;o permiti, nem deforma t&amp;aacute;cita nem de forma expressa, a viola&amp;ccedil;&amp;atilde;o de nenhumalei federal de ordem p&amp;uacute;blica. Tomei imediatamente ainiciativa de determinar, incontinenti, a apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o, semressalvas, de todos os fatos denunciados. Mais do que isso,ainda respondendo a outras indaga&amp;ccedil;&amp;otilde;es, o ent&amp;atilde;o Diretor28Geral do DPF, em mais duas afirma&amp;ccedil;&amp;otilde;es assegurou: &amp;ldquo;Seique, &amp;agrave; medida que os fatos surgiam, o ministro C&amp;eacute;lio Borjacomentava que o Presidente pedia o aprofundamento dasinvestiga&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Essas foram express&amp;otilde;es constantementeusadas pelo ministro&amp;rdquo;. E em seguida: &amp;ldquo;O ministro C&amp;eacute;lioBorja repetia sempre que era para aprofundar, paraapurar, e que o Presidente pedia sempre velocidade noandamento dos processos&amp;rdquo;. Mais contundente, imposs&amp;iacute;vel,Senhor Presidente. Agi n&amp;atilde;o s&amp;oacute; de acordo e em conson&amp;acirc;nciacom a lei, mas segundo impunham minha consci&amp;ecirc;ncia eminha forma&amp;ccedil;&amp;atilde;o, como, ali&amp;aacute;s, sempre atuei, desde o primeirodia de meu mandato!VI &amp;ndash; AO ARREPIO DA LEIA representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o pedido de &amp;ldquo;impeachment&amp;rdquo;,firmada com data de ter&amp;ccedil;a-feira, 1o de setembro de 1992, foientregue no mesmo dia nas m&amp;atilde;os dos presidentes da C&amp;acirc;marae do Senado, no sal&amp;atilde;o negro do edif&amp;iacute;cio do Congresso,depois que prociss&amp;atilde;o de abnegados cidad&amp;atilde;os, c&amp;iacute;vica eidealisticamente convencidos da culpabilidade do presidente29da Rep&amp;uacute;blica, percorreram parte da esplanada dosMinist&amp;eacute;rios para, sob o olhar das c&amp;acirc;maras de televis&amp;atilde;o,manifestar sua indigna&amp;ccedil;&amp;atilde;o contra o chefe do Governo. Opresidente da C&amp;acirc;mara antecipou que o pedido seria atendido,usando o conveniente e oportuno &amp;ldquo;slogan&amp;rdquo; de que &amp;ldquo;O que opovo quer, esta Casa acaba querendo&amp;rdquo;. O Di&amp;aacute;rio daC&amp;acirc;mara da mesma data registra a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o subscrita pelosecret&amp;aacute;rio-geral da Mesa de n&amp;atilde;o haver obst&amp;aacute;culosregimentais ao curso do pedido e o deferimento dopresidente da C&amp;acirc;mara para que a representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o tramitasse,sem mais exig&amp;ecirc;ncias, afirmando textualmente: &amp;ldquo;A Mesaentende que, atendendo ao interesse da Na&amp;ccedil;&amp;atilde;o e das nossasinstitui&amp;ccedil;&amp;otilde;es, deve-se imprimir um rito t&amp;atilde;o c&amp;eacute;lere quantoposs&amp;iacute;vel &amp;agrave; tramita&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mat&amp;eacute;ria, respeitadas, &amp;eacute; claro, todasas formalidades essenciais&amp;rdquo;. Assim foi dito e assim foi feito.O rito foi c&amp;eacute;lere como prometera S. Exa. Mas &amp;ldquo;asformalidades essenciais&amp;rdquo; a que aludiu, jamais foramrespeitadas. Ao contr&amp;aacute;rio, foram sabidamente atropeladas enotoriamente ignoradas em v&amp;aacute;rias oportunidades.O deputado Humberto Souto (PFL-MG), l&amp;iacute;der doGoverno, levantou quest&amp;atilde;o de ordem sobre os procedimentos30regimentais a serem observados, citando, como fundamentode suas d&amp;uacute;vidas, a manifesta&amp;ccedil;&amp;atilde;o de alguns dos maiseminentes juristas do pa&amp;iacute;s, entre os quais o professor em&amp;eacute;ritoRaul Machado Horta, o professor Manoel Gon&amp;ccedil;alvesFerreira Filho, o constitucionalista e ex-ministro do STF,Paulo Brossard, o inesquec&amp;iacute;vel mestre Seabra Fagundes oex-ministro e professor C&amp;eacute;lio Borja. Com base nas opini&amp;otilde;esdesses preclaros doutrinadores, o l&amp;iacute;der do Governo conclu&amp;iacute;aque o processo: 1o - &amp;ldquo;s&amp;oacute; poder&amp;aacute; ser iniciado ap&amp;oacute;s a pr&amp;eacute;viaautoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da C&amp;acirc;mara dos Deputados, por dois ter&amp;ccedil;os dosseus membros, conforme o art. 51, inciso I, da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;ofederal&amp;rdquo;; 2o &amp;ndash; &amp;ldquo;que a referida autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o deve ser objetode vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o por escrut&amp;iacute;nio secreto, nos termos do art. 188,inciso II do Regimento Interno da C&amp;acirc;mara&amp;rdquo;; e 3o &amp;ndash; que &amp;ldquo;asnormas procedimentais a observar para a referidaautoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o s&amp;atilde;o as previstas no art. 217 do Regimento&amp;rdquo;. Nomesmo sentido, manifestaram-se ainda os deputados RobertoJefferson (PTB-RJ) e Gastone Righi (PTB-SP), tamb&amp;eacute;m emquest&amp;otilde;es de ordem.A opini&amp;atilde;o dos juristasinvocados era incontroversa. Raul Machado Horta31assinalou: &amp;ldquo;A delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o da C&amp;acirc;mara dos Deputados,para instaura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo contra o presidente daRep&amp;uacute;blica, nas infra&amp;ccedil;&amp;otilde;es penais comuns ou nos crimes deresponsabilidade dever&amp;aacute; ser adotada em vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o porescrut&amp;iacute;nio secreto (Regimento da C&amp;acirc;mara dos Deputados,art. 188, inciso III&amp;rdquo;. J&amp;aacute; Manoel Gon&amp;ccedil;alves Ferreira Filho,afirmou: &amp;ldquo;...O Regimento da C&amp;acirc;mara dos Deputados &amp;eacute;claro ao exigir &amp;lsquo;vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o por escrut&amp;iacute;nio secreto&amp;rsquo;, para aautoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o para instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o de processo contra opresidente da Rep&amp;uacute;blica&amp;rdquo;. Paulo Brossard, autor doconsagrado livro O Impeachment, advertiu: &amp;ldquo;Entregandoa uma pessoa qualquer, que tanto pode ser cidad&amp;atilde;orespons&amp;aacute;vel, como um pulha, um testa de ferro deinteresses qui&amp;ccedil;&amp;aacute; inconfess&amp;aacute;veis, a faculdade de denunciarum Chefe de Estado, era natural que o legisladorprocurasse resguardar a Presid&amp;ecirc;ncia da Rep&amp;uacute;blica,condicionando a instaura&amp;ccedil;&amp;atilde;o do processo deresponsabilidade ao praz-me da C&amp;acirc;mara dos Deputados,onde reside a representa&amp;ccedil;&amp;atilde;o nacional, tanto mais quando,decretada a acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o ou autorizada a instala&amp;ccedil;&amp;atilde;o doprocesso, o presidente da Rep&amp;uacute;blica fica32automaticamente afastado do cargo, hoje por 180 dias,art. 86, &amp;sect; 2o&amp;rdquo;. O magist&amp;eacute;rio dessa extraordin&amp;aacute;ria figuraque foi Seabra Fagundes se d&amp;aacute; no mesmo tom: &amp;ldquo;Pelo seucar&amp;aacute;ter eminentemente pol&amp;iacute;tico, n&amp;atilde;o deixa o ju&amp;iacute;zo deresponsabilidade de se exercer atrav&amp;eacute;s de um verdadeirojulgamento, com apura&amp;ccedil;&amp;atilde;o de fato (delito), aplica&amp;ccedil;&amp;atilde;o dodireito (pena ou absolvi&amp;ccedil;&amp;atilde;o) e irretratabilidade de efeitos(coisa julgada)&amp;rdquo;, cf. O Controle jurisdicional dos atosadministrativos, no 67, p. 157. Por fim, a li&amp;ccedil;&amp;atilde;o magistralde C&amp;eacute;lio Borja: &amp;ldquo;Registro a essencial diferen&amp;ccedil;a que existeentre a autoriza&amp;ccedil;&amp;atilde;o da C&amp;acirc;mara para o processo &amp;ndash;condi&amp;ccedil;&amp;atilde;o de procedibilidade ou de instaura&amp;ccedil;&amp;atilde;o doprocesso, nas palavras da Constitui&amp;ccedil;&amp;atilde;o, (art. 51, I) &amp;ndash; e adeclara&amp;ccedil;&amp;atilde;o de proced&amp;ecirc;ncia da acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o que tem lugar emprocesso j&amp;aacute; instaurado, reclama instru&amp;ccedil;&amp;atilde;o e contradit&amp;oacute;rioque assegure ampla defesa ao acusado e importaverdadeiro e pr&amp;oacute;prio &amp;lsquo;iudicium accusationis&amp;rsquo; com aconseq&amp;uuml;ente suspens&amp;atilde;o do exerc&amp;iacute;cio do cargo (v. arts. 19 a23 da lei no 1.079/50). Nessa primeira fase, a C&amp;acirc;mara dosDeputados era chamada a manifestar-se, primeiro, sobrese a den&amp;uacute;ncia deve, ou n&amp;atilde;o, ser objeto de delibera&amp;ccedil;&amp;atilde;o,33constituindo, para esse fim, Comiss&amp;atilde;o Especial queimpulsiona o exame da quest&amp;atilde;o (art. 20, Lei no 1.079/50).Admitida a den&amp;uacute;ncia por vota&amp;ccedil;&amp;atilde;o nominal da C&amp;acirc;mara,notificava-se o acusado para contest&amp;aacute;-la, facultada aprodu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de provas (art. 22, ibd). S&amp;oacute; ent&amp;atilde;o pronunciavaseo ju&amp;iacute;zo de proced&amp;ecirc;ncia da acusa&amp;ccedil;&amp;atilde;o por voto doplen&amp;aacute;rio&amp;rdquo;. </description>
			<category>Geral - Geral</category>
			<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 15:01:22 +0100</pubDate>
		</item>
	</channel>
</rss>
