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Esquemas (modelos) de Discursos PDF Print E-mail
Tuesday, 23 June 2009


PRIMEIRO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSO


TEMA: NÃO DEVEMOS NOS IMPRESSIONAR COM AS APARÊNCIAS DOS FATOS.

Alegoria inspiradora para ser lançada na meta ou terceira parte do discurso:

Há na região ocidental dos Estados Unidos, vários trechos de deserto. O mais famoso deles é  o que se chama Vale da Morte, no Estado de Nevada. Quem tenta atravessá-lo tem de contar um suplício certo: a sede. A água é escacíssima e o viandante, sob os raios do sol, chega , como lá dizem, quase que a enlouquecer.

Muitas vezes, acontece estar ele exatamente nessas condições, quando alcança determinado ponto da estrada  em que tem de atravessar um poço bem raso de água tão cristalina que parece destiladas das neves do Monte Branco. Apresenta-se fascinante a seus olhos, precisamente o que ele mais desejava encontrar na vida.

Aquele precioso líquido se lhe afigura, então, o símbolo perfeito da pureza absoluta. 
Mas, nesse momento, ele será muito feliz se houver ali por perto alguém que o advirta para que não tente  matar a sede  naquelas águas tentadoras. Elas são fortemente carregadas de arsênico. Parecem cristalinas. Fascinam; mas se ele ingerisse mesmo que fosse  pequena porção dela, iria sofrer dores atrozes, e, possivelmente, perder a vida.

Não muito distante do local, há outro poço.

Sua água não tem aparência tão bela. Á primeira vista parecem até impuras, mas são potáveis. Matam a sede e não danificam a saúde.

ESQUEMA:

EXÓRDIO: Lançar uma frase dizendo dos perigos das coisas aparentemente boas.
NARRAÇÃO:  

A)    falar  da tendência natural dos indivíduos de realizarem o que parece ser mais fácil e cômodo;
B)    lembrar que as maiores conquistas do homem, na sua vida privada, social e política foram obtidas através de sacrifícios e trabalhos;
C)    advertir que existem doutrinas que acenam com a felicidade, mas que trazem no seu bojo a escravidão do homem;
D)    dizer que devemos tomar cuidado com esses remédios aparentemente milagrosos, e dizer que eles nos fazem lembrar uma inspiradora alegoria que nos conta:

CONFIRMAÇÃO: Contar a alegoria dada inicialmente.

PERORAÇÃO: Concluir conclamando os ouvintes a que não se deixem iludir pelos pregadores.




SEGUNDO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSO


TEMA: “Devemos nos valer  sempre da experiência dos mais sábios e ponderados.”


ALEGORIA:

 
Havia na região norte do lago Michigan, nos Estados Unidos, uma densa floresta, onde os melhores lenhadores se perdiam. Esse perigo os fazia portar uma bússola que os orientasse nas suas jornadas de trabalho.
Um jovem, todavia, cioso dos conhecimentos que tinha da floresta, resolveu voltar, certo dia, á sua casa, não consultando a bússola que consigo trazia e perdeu-se. Vencido pelo cansaço e prenunciando o perigo que o ameaçava, resolveu, finalmente, deixar o seu orgulho de lado  e consultar aquela que era sua amiga e guia.
Ela lhe indicou o verdadeiro caminho.

EXÓRDIO: Uma frase, dizendo que só os ignorantes pensam que tudo sabem.

NARRAÇÃO: A) O discurso poderá ser  de saudação a um mestre, ou homem experimentado, referindo-se o orador aos seus conhecimentos e qualidades, para dizer que ele se constitui num autêntico guia, numa bússola que vem servindo de luzeiro aos que conhecem e admiram.

    B) O orador fará a passagem para a alegoria dizendo que essas qualidades do homenageado o fazem lembrar de uma história sugestiva e passa á meta do discurso que vem á seguir.


CONFIRMAÇÃO OU META: Contar a alegoria mencionada inicialmente.


CONCLUSÃO: Dirá que, em meio ás dificuldades da vida, que se parecem com a floresta densa e perigosa em que o jovem e imprevidente lenhador se perdera, homens como o homenageado são a bússola que nos conduzem aos caminhos certos.





TERCEIRO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSO


TEMA: “Enfrentar as adversidades, tirando delas energias e sublimações.”


ALEGORIA: O famoso  violinista Ole Bull, depois de percorrer as cidades mais cultas da Europa, arrancando frenéticos aplausos das multidões pela aprimorada capacidade técnica e emotiva com que executava seu repertório, encontrou-se um dia perante grande assistência em Munich.
No momento em que executava um trecho de alta responsabilidade, estalou uma das cordas do instrumento. Apesar do incidente, que foi claramente notado pela assistência, o artista prosseguiu até o fim da peça, tendo recebido, por isso, uma ovação cuja veemência roçou pelo delírio.

EXÓRDIO: Utilizar-se de poucas frases para enunciar a dor que a todos domina pela perda daquele que partiu.

NARRAÇÃO: a) tecer considerações sobre a vida do ente desaparecido, lembrando passagem e fatos.
b) dizer que o falecido deixa uma lacuna com o seu desaparecimento e mencionar a saudade que ficará no coração dos que com ele conviveram.
c) lembrar que a respeito dessa perda irreparável, seus familiares e amigos terão que se fortalecer na desventura e superar o infortúnio.
d) dizer que há um simbolismo edificante que expressa a tortura fartamente generalizada entre as almas nobres, passando, o orador, á meta do discurso contando a alegoria inicialmente descrita.

CONFIRMAÇÃO DA META: Contar a alegoria relativa ao violista Ole Bull.

CONCLUSÃO: O orador concluirá o discurso rapidamente, dizendo, como por ex: assim como o artista se redobrou em esforços e conseguiu concluir sua peça de maneira soberba, embora se partisse uma das cordas do seu violino, teremos nós, também, que continuar essa jornada na vida, a despeito da perda que sofremos, superando- nos e, por isso mesmo, nos sublimando na vicissitude por que acabamos de passar.





QUARTO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSO

TEMA: Para compreendermos as subtis verdades, ou para admirarmos as grandes almas, devemos agir com humildade.
(Este discurso também se presta para uma solenidade em que o orador, ao se empossar num cargo, dirá que, diante da grandeza da responsabilidade assumida, sua atitude só pode ser de humildade para senti-la profundamente).

ILUSTRAÇÃO: Dentro da Catedral de Copenhague é que se ergue a famosa estátua de Cristo esculpida por Torwaldsen.
Conta Stanley Jones, escritor americano, que a impressão que teve no momento em que, entretanto naquele tempo, deparou com a famosa estátua foi verdadeiramente indescritível. Uma luz suave que baixa do teto, incidindo sobre a majestosa obra de arte, faz que ela se destaque de maneira fortemente impressiva no conjunto esplêndido da ornamentação interna da Catedral.
Mas não é só isso que impressiona o espectador piedoso. Ela está com a cabeça inclinada para baixo, entre os braços que se estendam para a frente de forma tal que o rosto só pode ser visto por quem ao pé dela se ajoelhar.

EXÓRDIO: O orador dirá algumas palavras sobre a necessidade de agirmos com humildade para compreendemos e admirarmos melhor as grandes almas, ou as verdades subtis.

NARRAÇÃO: a) falará primeiro da soberba, para concluir que a arrogância  é incompatível com o conhecimento da verdade, nos colocando acima da própria natureza , que nos da, a cada passo, uma lição de simplicidade;
b) dizer que para sentirmos os problemas que nos assaltam quotidianamente e podermos resolvê-los bem, temos necessidade de agir com humildade.
c) dizer que a humildade nos permitirá apreciar bem os fatos e as verdades, como  no-lo demonstra a ilustração que vem a seguir.

CONFIRMAÇÃO OU META: Contar a ilustração sobre a famosa estátua de Cristo esculpida por Torwaldsen referida inicialmente.

CONCLUSÃO: Dizer, como por ex; que assim como o artista conseguiu de maneira eloqüente fixar na linguagem simbólica do granito uma das mais subtis verdades da vida espiritual, também nos cabe, através da humildade, alcançar a essência e a beleza dos fatos, pra que com eles possamos nos irmanar, sentindo-os e vivendo-os profundamente.



QUINTO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSO

TEMA: Para que possamos enfrentar os problemas da nossa Pátria, não devemos ficar na cômoda atitude contemplativa das nossas riquezas naturais. Há problemas sociais e políticos que se não forem resolvidos nos conduzirão á situações futuras imprevisíveis.
Alegoria ilustrativa que deverá ser lançada na meta ou terceira parte do discurso:
“Um escritor inglês descreveu, com vivacidade e carinho, um bosque que havia perto de sua residência e que constituía para ele grande encanto. Certa ocasião, ficou em sobressalto, notando que o fogo se ateara nas folhas secas dos bosques espalhadas pelo chão e ameaçava consumi-lo todo. Correu, então para perto da mata querida, tentando fazer alguma coisa que a salvasse. Notou, com surpresa, um fenômeno inesperado. Dela saiam velozmente, e espavoridos, insetos nocivos _ alguns muito repugnantes_ e vários animais daninhos. A aparência do bosque era muito bela: folhas, flores perfumadas, frondes atraentes, mas no interior havia animais perigosos e repulsivos.Bastou que o fogo ali se ateasse para que o elemento sórdido que aquela beleza exterior encobria se manifestasse profundamente.
ESQUEMA:
EXÓRDIO: Quantas vezes deixamos de tomar providencias necessárias e indispensáveis para combater o mal que avizinha, apenas porque não adentramos os problemas que se nos oferecem. Preferimos a ilusão das coisas tranqüilas e belas.

NARRAÇÃO: Falar da situação do nosso país, para dizer que, subterrâneamente, ferviam problema de ordem social, política e econômica de grande monta.Enumerar, estudar e demonstrar a necessidade de atacar urgentemente esses problemas.
Concluir a narração dizendo que devemos tomar as referidas providências antes que, ateado o fogo da revolta, sejamos envolvidos pelo ódio, pela luta e pela destruição, que se oculta sob a aparente calma  e beleza dos dias que passam.

CONFIRMAÇÃO OU META: Dizer que o desconhecimento de problemas tão graves dentro de nossa Pátria, que parece próspera e privilegiada, nos recorda que um escritor inglês descreveu, com vivacidade e carinho... (seguir contando a história que descrevemos no início desse esquema).

CONCLUSÃO: Bastará, também, que se ateie o fogo e da discórdia social na nossa terra, para que surjam de todas as partes os aproveitadores da situação, instigando o ódio e a luta entre os brasileiros e, como conseqüência, a infelicitação da nossa Pátria.




SEXTO ESQUEMA (MODELO) DE DISCURSO

TEMA: A leitura é a fonte da aquisição de conhecimentos.
Alegoria inspiradora do discurso, para ser lançada da peça oratória:
Havia na Índia um alfaiate que desejava, a toda força, enriquecer. Certo dia, um mercador ofereceu-lhe á compra de um livro intitulado”O Tesouro de  BERSA”. Impressionado pelo título, o alfaiate comprou o livro. Verificou, entretanto, que para lê-lo precisava conhecer idiomas e adquirir livros científicos, bem como filósofos. Todavia, interessado em descobrir o tesouro de BERSA venceu todas as dificuldades, lendo o livro até o fim. Ao terminar, não descobrira o tesouro desejado, mas transformara-se num homem culto, conselheiro de seus concidadãos, e por fim, dirigente de seu povo. Encontrando-se mais tarde com o mercador que lhe vendera o livro, indagou-lhe do tesouro a que este se referia. Respondeu-lhe o mercador, pedindo que lesse BERSA ao contrário. Fazendo-o, o antigo alfaiate verificou que BERSA ao contrário é SABER, e que ele havia descoberto esse precioso tesouro.
ESQUEMA

EXÓRDIO: Lançar uma frase que enalteça a leitura, idêntica, por exemplo, ao tema do discurso, já mencionado.

NARRAÇÃO: a) falar da preocupação dos povos civilizados criando escolas e desenvolvendo nas crianças o gosto pela boa leitura;
b) falar da falta de atenção dos nossos governos para o setor de educação e cultura;
c) dizer que o homem, por mais simples que seja a sua condição social, poderá se elevar no meio em que vive, pelo saber.

CONFIRMAÇÃO: Justificar o que foi dito na narração, contando a história relativa ao alfaiate da Índia, já mencionada.

CONCLUSÃO: Concluir apelando para que cooperemos em favor do desenvolvimento do gosto pela leitura.
 
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